Clique na imagem para mais detalhes
Get the Flash Player to see this rotator.

ANO NOVO LETIVO

Quantas vezes eu já disse e ouvi outros dizerem: “mais um ano letivo que começa" ou "vai começar tudo DE NOVO”! Mas o que será o DE NOVO nesta fala, ou o que nela contém que seja bom? Seria uma expressão de contentamento ou de triste sina, já que para uma grande parcela da população o trabalho é considerado castigo, enfadonho, uma tristeza muito grande? Corroboram com estas afirmações os variados memes nas mídias sociais sobre este tema e com a chegada da sexta e da segunda-feira.


Pois bem, o fato é que já iniciou um novo ano escolar. Grande parte das escolas se não estão nas mesmas situações que estavam no ano passado, estão piores. A carga de cobrança por parte do governo em cima dos professores aumenta cada vez mais, no que diz respeito ao conhecimento científico. Grande parte dos pais, omissos à sua responsabilidade de educar seus filhos quanto a moral e os bons costumes, também jogam essa carga nos ombros dos professores. Ah, aí vem as pressões sobre os mesmos, face a falta de limites dentro do ambiente escolar. Os salários… ah, os salários… congelados e muitos graus abaixo da inflação. É preciso aprender com os erros. Estamos em ano eleitoral. Vamos fazer certo dessa vez, porque não é só o salário que está ruim não, mas muita coisa, muita coisa mesmo!


Diante da insegurança pública, a grande tentação é se blindar, ou seja, nos separarmos, criarmos muros para nos proteger do mundo cruel. Mas, qual o resultado dessa blindagem? Seremos mais felizes? Estaremos mais seguros? É possível viver nesta redoma o tempo todo seguramente? Com toda a certeza, não! Em qualquer lugar estaremos correndo riscos e, possivelmente, infelizes pelo medo e opressão. Então, só resta uma saída: assumir nosso papel de agentes de transformação, começando por superar o medo e essa visão distorcida de nossa profissão. A nenhum de nós foi imposto o magistério. Se foi a única opção que tínhamos no momento, ela foi escolhida e já poderia ter sido substituída por outra. Já não era novidade os baixos salários e a desvalorização da profissão por parte dos governantes e de boa parte da sociedade, antes mesmo da escolha.


O fato é que escolhemos ser professores! O tempo exige de nós respostas que nem sempre temos. Porem, não há como se omitir sobre isto, sob pena da infelicidade própria e da infelicidade centenas de jovens, que muitas vezes encontram-se perdidos em meio a tantas informações tendenciosas e um futuro sem perspectivas.


Alguém poderia dizer: Cara, você é muito idealista, sem noção, ou ainda um demagogo. Bom, neste mundo em que vivemos, realmente pensar que é possível construir algo melhor, pelo menos a nossa volta, pode parecer uma quimera, uma utopia. Talvez seja! Mas prefiro encarar o meu trabalho dentro desta perspectiva e me envolver com os alunos, num processo de ensino-aprendizagem mútuo e constante, do que sair todos os dias da suposta segurança de minha casa como um animal que caminha para o matadouro.


Graças a Deus, conheço professores inspiradores, colegas que tenho muito próximo a mim. Que sofrem sim com as mazelas da sociedade e da educação, mas que são guerreiros, e como tal, muitas vezes se ferem nas batalhas do dia a dia, e dão alguns passos estratégicos para trás, mas que não desistem da missão por eles assumidas. Então, não é mais um ano NOVO escolar que se inicia, mas o NOVO DE CADA DIA, porque as nossas relações interpessoais e com o conhecimento se constroem e reconstroem a todo instante. A história nunca se repete, porque tudo está em constante mutação. Como dizia o poeta: “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Mãos à obra!!! FELIZ 2018! QUE SEJA CHEIO DE RALIZAÇÕES!

Album…

Marcelus Carlete Khéde

 

Profº Eduação Física – EEEFM João Bley


Comentários

NOVO COMENTÁRIO