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JOÃO BLEY, 79 ANOS DE CONQUISTAS!

Primeiro de junho é o aniversário da escola João Bley. Esta data é tão importante para Castelo, que a festa da Emancipação Político Administrativa do Município, celebrada em 25 de dezembro, durante muitos anos, passou para o dia do aniversário do João Bley.


Mas, os tempos são outros! O João Bley continua a celebrar o seu aniversário normalmente. Evidentemente que não acontece com a pompa e circunstância que ele merece.  O município, ah o município!  Nem sei ao certo se celebra a sua festa, como a celebra e com quem a celebra. Realmente os tempos são outros!


Apesar da simplicidade do evento na escola, nas mídias sociais ainda acontece algum barulho. Ex-professores e professores, ex-alunos e alunos, ex-funcionários e funcionários postam fotos, escrevem depoimentos, zoam dos colegas do tempo de João Bley e por aí adiante.


Em outra ocasião, escrevi que em minha alma está expresso o que representa esta escola. Passei por seus bancos onde aprendi o conhecimento científico e como viver em sociedade. Nela pude ajudar Dona Mercília, minha Mãe, a faxineira do corredor de cima à direita do portão central na época. Para o João Bley retornei, formado em Educação Física, onde me realizo profissionalmente e sustento minha família. Minhas filhas também passaram por aqui. O mais novo ainda estuda no João Bley. Eu acredito nos valores que esta instituição passa.


“Minha escola” não é perfeita. Parafraseando Jesus Cristo ouso dizer: “A que for perfeita, que atire a primeira pedra”. Enquanto seres humanos somos falhos. Mas não culpem só os professores. Não existe política educacional em nosso país. Existe sim, programas de governo. Quando termina um governo, termina também a sua proposta, e aí surge um novo salvador da pátria, com uma nova proposta séria e inovadora. E lá se vai tudo que foi construído ou destruído em quatro ou oito anos.


Alguém pode estar preso na forma que iniciei o parágrafo anterior, afirmando “minha escola”. Aprendi a pensar assim, “minha escola”. Alguém pode discordar e afirmar que ela é do governo e que sou possessivo, metido, arrogante e por aí adiante. Vivemos numa sociedade plural, portanto, é possível e bom pensar diferente. Mas digo “minha escola” porque entendo que ela não pertence ao governo, mas ao povo castelense do qual faço parte. Na verdade, o governo deve mantê-la com o dinheiro arrecadado dos impostos que nós pagamos. Digo “minha escola” porque, normalmente, o dono se sente responsável, cuida porque ama e quer ver prosperar o que julga ter.


Quando vejo depoimentos de pessoas tão importantes que por aqui passaram, e deixaram sua marca e seu legado impresso naqueles que já não estão por aqui, mas também nos que ainda permanecem, vejo que um dia será minha vez. Concordo que ninguém é insubstituível, tecnicamente falando. Mas cada ser humano é único. Não somos apenas um número. Podemos ser tratados assim por aqueles que administram. Mas enquanto PROFESSORES, devemos conviver uns com os outros e com os alunos, lembrando que não gostamos de ser tratados desta forma, e, portanto, não podemos repetir esse sistema desumano e desagregador da sociedade. Se o conhecimento adquirido não é partilhado com os outros, nos tornamos prisioneiro dele.


Amo o João Bley! Nem mais, nem menos de todos os outros que o amam. Apenas amo-o. E é esse sentimento que me faz ir para a escola todos os dias, durante os quase 26 anos que nele continuo aprendendo a me relacionar com as pessoas.

“Hei de culto e respeitado, ser-te fiel eu te asseguro, para honrar-te no futuro e ainda mais te engrandecer”.  (Mário Morcef, letra do Hino do João Bley)

Meu sangue é azul!

 

Marcelus Carlete Khéde 


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