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TOCHA OLÍMPICA NO JOÃO BLEY

O professor de Educação Física Dayvid Tosato trouxe até nossa escola um dos símbolos dos Jogos Olímpicos da Era Moderna. O professor foi um dos que tiveram a honra de conduzir a Tocha Olímpica no revezamento na cidade de Itaperuna, RJ.  Foi contagiante a alegria dos meninos e meninas em conhecer um pouquinho do seu significado e ter acesso, tocar em algo tão representativo.


Na Grécia antiga quando alguém conduzia a Tocha Olímpica de aldeia em aldeia, significava que era o momento do povo sessar o que estava fazendo para se dedicar aos jogos, que eram uma homenagem aos deuses do Olimpo. Até as guerras paravam para este momento tão especial dos gregos, que com o passar dos tempos deixou de lado esta prática religiosa e esportiva.


 O Barão de Coubertin resgatou estes jogos em 1894, que seriam realizados de quatro em quatro anos e que não teriam mais o valor religioso, político e étnico. Manteria o propósito da paz entre os povos e o congraçamento de todas as culturas.


É certo que o propósito olímpico de Coubertin foi deixado muitas vezes de lado por muitos líderes nacionalistas. Também é certo que muitos técnicos e atletas burlaram as regras para alcançar medalhas com o doping.


Neste momento político agravado pela crise econômica em que vivemos no Brasil e no mundo, vários críticos e boa parte da nossa população critica tudo o que diz respeito às Olimpíadas e o gasto para o revezamento da Tocha Olímpica. E eu me pergunto, mas não querendo que este questionamento pare só em mim: será que este símbolo olímpico não poderia ascender e inflamar nossa mente e o coração para a mudança que todos precisamos?

Muitas vezes, na defesa de nossos ideais, queremos destruir o que já existe, usando como argumento que está tudo errado ou que aquilo simboliza tudo de ruim que está acontecendo. Toda mudança começa internamente. Nosso país passa por uma grave crise institucional. Porém, não tem como voltar atrás. Os Jogos Olímpicos estão aí. Ao invés de assumirmos uma postura crítica e negativa deste, alegando que não temos hospitais, escolas, mobilidade humana entre outros nos padrões FIFA e COI, que permitamos que o movimento Olímpico que acontece de quatro em quatro anos, nos leve a refletir sobre as escolhas que fazemos numa escala de tempo bem parecida. Não faltam na política aqueles que burlam a lei em benefício próprio e dopam a nação com falsas promessas.


 Não tenho a intenção de ir contra aqueles pensam diferente. Gostaria apenas, de propor pensar diferente e tentar enxergar a luz no fim do túnel. A crítica apela crítica não leva a lugar nenhum. Atitudes simples e corriqueiras é que mudam o ser humano e tudo que o cerca.

Album…

Podemos ser um na multidão, mas que o sejamos com consciência e compromisso. Paulo de Tarso, homem culto e conhecedor da cultura de seu tempo, diz a seu discípulo Timóteo: “Combati o bom combate, acabei a minha carreira, guardei a fé” e “nenhum atleta é coroado se não jogar segundo as regras.” Qual é a nossa luta? Quais a regras pelas quais vivemos? Há coerência em nossa prática? Penso que as Olímpiadas possam nos ensinar algo enquanto Cidadãos e enquanto Nação.

 

Marcelus Carlete Khéde


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